quinta-feira, outubro 22, 2009

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Comandante da PM pede desculpas por policiais suspeitos de desvio de conduta

Corpo de coordenador de Afroreggae foi encontrado por outra equipe.
Capitão acusado era responsável por supervisão de patrulhamento.

Do G1, no Rio


O comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, pediu desculpas à família pela omissão de policiais durante a morte do coordenador do Afroreggae, Evandro João da Silva, de 42 anos no fim de semana.

O capitão Denis Leonard Nogueira Bizarro e o cabo Marcos de Oliveira Sales estão presos desde quarta-feira (21) e devem permanecer detidos até 72 horas no 13º BPM (Tiradentes), onde trabalham. Mesmo depois desse período eles serão mantidos afastados das ruas.

Gravações feitas por câmeras de segurança de estabelecimentos do Centro do Rio, exibidas no "Jornal da Globo" de quarta-feira (21), mostram o assalto que terminou com a morte de Evandro. Segundo as imagens, os policiais teriam deixado os assaltantes fugirem, e teriam omitido socorro à vítima.

O inquérito da Justiça Militar decidirá pelo pedido da prisão preventiva dos acusados.



O coronel Mário Sérgio lamentou a atitude dos militares. “A Polícia Militar está solidária com a família, já que havia uma pessoa agonizando. Não vamos permitir qualquer desvio de conduta. Nosso sentimento é de total indignação e solidariedade com a família. É ruim saber que policiais erram. Eles são preparados para agir em situações mais difíceis e agir nas ruas reprimindo delitos. É o que se espera deles”, disse.

“A PM errou. Trabalhou mal. Temos que ser maduros e profissionais para admitir o erro. É imperativo pedir desculpas”, completou.

Segundo informações da PM, o capitão Bizarro era responsável pela supervisão do patrulhamento naquela área. Foi uma segunda equipe que viu o corpo da vítima e encontrou a arma em uma lata de lixo, após a suposta saída do local do crime do capitão e do cabo. A perícia vai dizer se a arma é a mesma do crime.


Enem

O contrato assinado pelo Inep e o consórcio que vai realizar o Enem, publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (22) (Foto: DOU)

Marcado para ocorrer nos dias 5 e 6 de dezembro, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terá um custo operacional de R$ 99,9 milhões. O contrato assinado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e pelo consórcio formado pela Fub/Cespe e Cesgranrio foi publicado na edição desta quinta-feira (22) do Diário Oficial da União. O valor confirma a previsão realizada pelo ministro Fernando Haddad, em 27 de agosto, para a primeira prova do Enem.

Realizada em caráter emergencial, a contratação do consórcio, que já atuou em outras edições do exame, foi realizada sem a realização de licitação. Segundo o extrato publicado pelo Inep, o consórcio será responsável pela "operacionalização de procedimentos relativos ao Enem 2009, conforme condições e especificações contidas no projeto básico". A portaria não apresenta detalhes sobre esse projeto básico.

A contratação do consórcio foi ordenada pelo Ministério da Educação depois que a primeira prova do exame foi alvo de vazamento, no dia 1 de outubro. Com a contratação, as depesas do novo Enem já superam os R$ 130 milhões. A impressão da nova prova vai custar R$ 31, 9 milhões ao MEC. O contrato celebrado pelo Inep com a gráfica “RR Donnelly Moore” foi publicado no dia 14 deste mês no DOU.

Além da impressão das provas, a gráfica será responsável pelo manuseio, embalagem, rotulagem e entrega dos cadernos de provas do Enem aos Correios.

A contratação da nova gráfica não apresentou detalhes sobre possíveis procedimentos de segurança que terão de ser adotados pela empresa para evitar que um novo vazamento, como o ocorrido no dia 1º de outubro, volte a acontecer. A notícia de quebra do sigilo do exame fez com que o MEC cancelasse a prova.

O MEC, em parceria com a Polícia Federal, a Força Nacional de Segurança e os Correios, trabalha para elaborar uma nova estratégia de segurança para evitar outro boicote ao Enem. Esse planejamento é mantido em sigilo para evitar o comprometimento das operações. Os valores relativos à operação dos Correios ainda não foram divulgados.